Beleza,
galera?
Hoje o papo
aqui é um pouco diferente. Nada de profissões, classes, patches ou mascotes.
Nadica de nada de Azeroth. Estou aqui tomando um chá com as Donas de Casa que Jogam WoW e
conversando sobre o que anda acontecendo no Rio, em São Paulo e em muitas
outras cidades desse Brasilzão.
Primeiro,
queria dizer que não pretendo fazer um apanhado, um resumão de tudo o que
aconteceu: o Google cumpre esse papel. Também não tenho a pretensão de trazer
novas notícias ou nada assim: enquanto eu escrevo essa postagem, ouvindo Kate Nash e olhando pra tela do computador, uma avalanche de atualizações de status
no facebook e novos tweets trazem notícias em tempo real das manifestações.
Esse texto já nasce defasado e atrasado.
Além disso,
e perdoem-me a já aparente inutilidade dos bits que ocuparei do mundo virtual,
não pretendo construir um manifesto do movimento que corre pelas ruas do país,
nem darei um testemunho ocular, tampouco defenderei ideias surpreendentes e inéditas.
Já li tantos textos sobre a matéria, uns fenomenais, outros nem tanto, que me
intimido diante de escrever sobre as manifestações dos últimos dias. Vejamos
então.
Mal posso
conter o orgulho que estou sentindo do povo brasileiro nesse momento de nossa
história. Sabe, quando você acha que tudo está acabado, que não tem mais jeito;
que as pessoas não vão acordar nunca; que o imobilismo é invencível, um grupo
de jovens, na casa dos 20-e-pouco a maioria, invade os noticiários e causa um
mal-estar na hora do jantar. Quanta petulância!
Gritos
foram dados e ouvidos. Em meio a bombas de gás e balas de borracha, a reaças e
jornalistas mal-intencionados, uma voz, muitas vozes, começaram a ganhar força.
“Não é apenas por 20 centavos.” Tornou-se clichê até, mas não é apenas isso. E mais uma vez
perdoem-me por não conseguir ser original nem ao menos em uma frase.
Convença
seus amigos, sua família, seus colegas de trabalho. Tire todos de casa. Somos cidadãos
em uma democracia: nossa responsabilidade não acaba quando apertamos o botãozinho
verde nas urnas. Ali ela começa. Leia, se informe, entenda o que está em jogo. Não
é apenas por 20 centavos (me repito), é pelo direito (constitucional) de nos
manifestar, é por um país com menos disparidades sociais, é para mostrar que
estamos de olho no que aqueles lá fazem em suas casas legislativas e afins. É,
enfim, porque estamos em uma democracia.
Desligue a
TV e acesse a internet. Fuja da direitização da discussão. Não se deixe
sequestrar por agendas de terceiros. Não
levante bandeiras tolas – inclusive contra o levantamento de bandeiras. Saia do
conforto da sala de estar e vamos, juntos, dar os primeiros passos nesse momento novo, apertar as
mãos quando nos faltar equilíbrio, nos abraçar quando a maré contrária for
muito forte e vislumbrar, mais uma vez juntos, a formosura da força de nossos
concidadãos. Da nossa força.
Grande
abraço, a gente se vê nas ruas.
Crédito da imagem: Tilt Entretenimento.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário e nos faça feliz!