terça-feira, 16 de abril de 2013

Fanfic: Crônicas de Lysanthia - Cap. 10



Capítulo 10

Quando Exodar apareceu rasgando os céus de Azeroth, ela já estava bastante avariada. A fuga de Tempest Keep fora difícil, e mesmo os Draenei conseguindo fugir dos Blood Elves, a nave não aguentou a fuga e caiu na ilha Azuremyst, espalhando o caos e a destruição na ilha. Pedaços da nave são encontrados por toda a extensão da ilha e nos arredores, e um lugar em especial, o Vale Ammen, era especial não apenas para a shaman, como para qualquer um de sua raça. Foi aqui que a maioria deles começou a conhecer Azeroth, já que a segunda maior parte da nave estava ali, servindo de proteção para os Draenei que estavam seriamente machucados com a colisão no planeta. E era justamente para o Vale que se dirigia a shaman, guiando seu Elekk a grande velocidade.



Seguindo para leste, a draenei passou rapidamente por Azure Watch. Embora tenha pensado em parar por ali e rever alguns conhecidos, resolveu seguir adiante. Se nem mesmo Velen ou Nobundo lembravam dela, porque alguém do posto avançado lembraria? Mas mesmo este pensamento não a abalou, pois tinha uma missão vital para concluir. E resolvera começar por onde tudo havia começado de verdade na nova vida que levava neste planeta.

Cruzou o braço de mar que cortava a ilha em duas partes e subiu as encostas da proteção de pedra que se cercava o Vale. Passou pelo portal rapidamente, acenando para os guardas e seguiu paralela às montanhas, em direção a noroeste da pequena ilha, onde sabia que encontraria o Primeiro. E, de fato, ali estava ele.



O elemental era tão alto quanto se lembrava, ficando a draenei na altura de suas pernas. Isso se podiam ser chamadas de pernas as rochas que o sustentavam ereto em sua forma humanoide. Todo seu corpo era feito de pedra, e seus olhos eram como chamas. Certamente o Espírito do Vale não precisava ter uma forma humanoide, mas era mais amigável para as raças com que interagiam. Ainda assim, era uma visão imponente.

A shaman desceu de seu Elekk assim que o viu e seguiu andando, respeitosa e não demonstrando insegurança alguma. Já conversara com ele antes, e sabia como invocá-lo quando necessário. Mas estava ali para lembrar-se e lembrá-lo que eram aliados.

“Saudações, ó Espírito do Vale. Venho em busca de reconhecimento mútuo.”

“Saudações, jovem Draenei. Não a conheço, embora não a desconheça. Se quer mostrar quem é e me fazer reconhecê-la, sabe o que deve fazer. Se não souber, não tenho como a reconhecer.”

Dizendo isto, o Elemental de Terra se afastou, mostrando o restante do vale atrás dele, onde havia uma cena que a draenei já havia visto há muito tempo, e soube o que fazer. Lembrava-se do desequilíbrio que a queda de Exodar havia causado nos espíritos do Vale, e viu que a situação, diferente do que esperava, não havia mudado. Invocou em suas mãos o poder do vento, na forma de eletricidade e, esticando seus braços, espalhou raios nos espíritos de Fogo que ali estavam, diminuindo seu número de forma que os espíritos de Terra pudessem contê-los.

Com uma certa satisfação por ter maior domínio e entendimento dos elementos e poder resolver rapidamente a situação, voltou-se para o Espírito do Vale, o Elemental de Terra.

“Acredito que isto sirva para lembrar o nobre Elemental que sou uma shaman, ainda que não tenha mais um nome. Mas julgava que esta situação havia sido remediada com nossos esforços, ó Espirito do Vale.”

O Espírito, sempre acompanhando os passos da shaman, a olhou como se visse o âmago de seu ser e respondeu à draenei à sua frente.

“O desbalanço entre os elementos não pode ser resolvido com violência, mas com entendimento, jovem shaman. Foi a violência que gerou esta situação, e é o que foi usado para contorná-la, mas contornar um obstáculo não o resolve. Mas provou-me que é uma shaman, e tem minha bênção aqui neste reino. Mas não foi o impacto de sua nau que criou esta situação, ainda que o resultado seja semelhante.”

A shaman ficou olhando para o Espírito tentando entender o que estava acontecendo. Se não fora a queda de Exodar, o que teria sido?

“A resposta está mais adiante em sua jornada, Draenei. Continue e receberá o conhecimento que procura. Siga com a certeza que estarei ao seu lado, que a Terra estará ao seu lado para quando precisar.”

Sem perguntar mais nada, a draenei agradeceu com um meneio de cabeça e, despedindo-se respeitosamente, invocou seu Elekk e seguiu em direção oeste, para o posto avançado Azure Watch, onde poderia seguir para o norte, para a Ilha Bloodmyst.

Assim que saiu do Vale, cruzando as montanhas em direção ao posto avançado, uma explosão na água aconteceu à sua frente, bem onde o braço de mar dividia Azuremyst e separava o Vale da ilha principal.

Autor: Lobo (Kujapi Blog)

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