segunda-feira, 25 de março de 2013

Fanfic: Crônicas de Lysanthia - Cap. 7

O que será que vai acontecer nesse encontro de Lys com a representante de Elune? Confiram

Capítulo 7

Malfurion olhava diretamente nos olhos da draenei, seu semblante sério. Era como se estivesse analisando o âmago da shaman. Apesar disso, ela não parecia sentir medo dele, por mais incomum que ele parecesse. Haviam sim muitas criaturas estranhas naquele planeta, tantas quantas haviam divindades, mas algo em Malfurion era diferente. Havia algo de próximo, ainda que distante, vindo dele.

Apesar disso, foi a draenei azul clara, trajando um longo vestido azul combinando com seus cabelos da mesma cor, que falou para a visitante.

“Meu nome é Valustraa, irmã, e esta é a paladina Rukua. Estou aqui para conhecer e conversar com milady Tyrande Wisperwind e seu companheiro Malfurion Stormrage sobre a grave situação que este planeta passa. Naaru, que nos guia, nos mostra que os elfos são nossos irmãos, e pode confiar neles.”



A visitante olhou para Valustraa, a reconhecendo como uma emissária de sua raça, e a paladina, ao seu lado ostentando em seu escudo e em sua tabardo o emblema dourado sobre roxo dos Draenei, como sua protetora. Esta vestia uma armadura de placas completa, e ostentava uma maça de guerra.

Após a apresentação, Tyrande aproximou-se da visitante e tocou sua testa suavemente, fechando os olhos. Por instantes, o silêncio reinava o andar superior do Templo da Lua, enquanto as duas permaneciam em silêncio e de olhos fechados.


“Você não possui chagas ou enfermidades, mas ostenta uma dor profunda, jovem shaman. Temo que não esteja dentro de minhas capacidades curar seu mal sem que você o descreva.”

Tyrande, após proferir estas palavras, abriu os olhos e voltou para o lado de Malfurion. Este nada mais falou, apenas observava a shaman e a líder dos elfos.

“Realmente não é meu corpo que procura auxílio, senhora. Antes de ser instruída pelos videntes de minha raça, já possuia a capacidade de invocar Naaru para aliviar meu corpo. Mas ainda assim sinto-me em débito pela sua atenção a esta desconhecida que adentra seu santuário.”

Falando isso, a visitante curvou-se em agradecimento a sacerdotisa. Ao ficar novamente ereta, foi a vez de Malfurion falar, desta vez para Tyrande.

“Não, minha amada. O que a aflige está além do corpo, e além dos domínios que possui das artes que Elune a presenteou há tanto tempo atrás. Acredito que apenas Cenarius poderia ajudar diretamente. Aconselho, se me permite, que busque seus pares.”

Finalmente a draenei entendeu que aquela criatura era um elfo. Era um druida, possivelmente alguém importante, mas o nome não lhe dizia nada, não trazia lembrança alguma. Talvez sua amnésia fosse parcial. Independente disso, as palavras de Malfurion faziam sentido.

“Astarii, leve a shaman até o portal no andar de baixo, por favor.” Disse Tyrande para a elfa que estava na comitiva. “Shaman, siga a sacerdotiza Astarii, que a encaminhará para seus pares. Que a luz de Elune a guie.”

Com uma reverência e agradecendo, a draenei despediu-se de todos, e seguiu a elfa de pele rosada e cabelos cinzas, trajando um longo e belo vestido verde e rosa até o andar de baixo, em direção ao portal que havia visto antes.

“Obrigado, sacerdotisa Astarii. Gostaria de poder dizer meu nome a vocês, mas está além do que posso oferecer. Que Naaru a acompanhe.”

A shaman, despedindo-se, entrou no portal que mostrava a imagem do interior da gigantesca nave Exodar.

Autor: Lobo (Kujapi Blog)

Um comentário:

  1. Esse texto é o máximmo, parabéns Lobo por usas magníficas histórias e parabéns Thaisa por postar essa obra em seu excelente blog.

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