Estava curioso para saber o que ia acontecer com a caçadora? Não precisa mais se preocupar! Confira a última parte desse conto escrito por Lobo e divirta-se com uma boa leitura.
Se você perdeu os outros capítulos, confira aqui a Parte 1 e a Parte 2.
O sabre estava muito próximo para que ela tentasse fugir, cansada como estava do voo prolongado e, depois, o felino parou a uma distância segura e sentou-se, inclinando a cabeça para o lado, visivelmente curioso. Diferente do que esperava a princípio, o sabre não aparentava ser uma ameaça. Resolveu tentar a sorte então e se aproximar devagar, dando dois passos e sentando mais perto.
O felino repetiu seus passos, e sentou mais perto, agora um tão próximo do outro que em um pequeno salto ela poderia ser atacada. Mas não foi isso que aconteceu. O que aconteceu é que o sabre transformou-se em uma gigantesca forma humanoide.
Na frente dela estava uma criatura muito mais alta do que ela, mesmo quando estava em forma worgen. Sua constituição era visivelmente robusta, mesmo trajando um longo robe esverdeado, que contrastava com sua pelagem negra. No lugar de seus pés estavam patas com casco semelhantes aos de bois, e sua cabeça era perfeitamente igual a de um touro, com direito a um anel adornando suas grandes narinas. Mas ele tinha o olhar sereno e curioso, e logo acima dele havia um par de óculos bizarros, semelhantes aos que os gnomos frequentemente utilizavam. À suas costas estava um cajado que era ainda maior que ele, e que florescia e derrubava sementes a todo momento, dando a impressão de estar vivo. A caçadora reconheceu na hora estar em frente a um dos membros da nova Horda.
O tauren ajoelhou-se perante a caçadora, mostrando suas mãos vazias, indicando que estava em paz. A caçadora, não vendo outra opção, aproximou-se lentamente, e o tauren passou sua enorme mão suavemente eu sua cabeça. Zephira não tinha mais dúvidas que estava segura, mesmo perante uma raça reconhecidamente da Horda
- Percebo que não é o que parece, jovem puma. – falou o Tauren, com uma voz grave e suave ao mesmo tempo. – Me chamo Namid, sou um druida. Se eu puder ajudar, basta me indicar.
Zephira achou curioso ouvir um tauren falar na língua comum, mas aparentemente todas as raças, em um nível ou outro, pareciam falar a língua. E, pela primeira vez desde que acordara, tentou falar.
- Não é. – respondeu, com a voz incerta, mas mais tranquila por poder conversar. – Sou uma worgen, que acabou se transformando nesta fera.
- Entendo. – respondeu o tauren, curioso. – Não sabia que eram capazes de transformar-se em felinos alados. Mas não percebo que é uma druida.
- De fato não sou. – explicou Zephira. – Sou uma caçadora, mas uma pedra me transformou nisto. Posso voar, mas não sei como voltar a minha forma natural.
- Entendo. – respondeu novamente o tauren.
Sua calma começava a perturbar a caçadora, mas parecia ser a única companhia que teria. E druidas, como ela sabia, eram conhecidos por entender o lado animal dos worgens, como os elfos já haviam demonstrado mais de uma vez. Talvez este pudesse ajudá-la, uma vez que seu olhar e sua irritante calma demonstravam um conhecimento por detrás daquela visão intimidadora.
- Já tentou buscar você mesma dentro de você? – perguntou então Namid, sentando-se na neve em frente ao puma.
- Não sei se posso. Dentro de mim há uma fera que pode sair do controle. – respondeu Zephira.
- Você não me atacou quando poderia, e noto que há inteligência e sentimento no que fala. – respondeu tranquilamente o tauren, após respirar fundo o ar gelado do local. – Para mim é sinal de controle. Basta fechar seus olhos e procurar.
O tauren então respirou fundo uma vez mais e, fechando os olhos, soltou o ar lentamente, acalmando a si mesmo e mantendo uma respiração leve e compassada. Entendendo a dica, Zephira sentou-se diretamente à frente dele e repetiu seus passos.
Sentiu então uma leveza de espírito que não imaginava que poderia sentir. Como se houvesse até então uma mão apertando seu coração e que começava a afrouxar lentamente, seu peito pareceu se aquecer, e começou a sentir uma suave transformação em seu corpo, diferente da transformação entre worgen e humana. Quando começou a sentir frio, e os sons da floresta começaram a desaparecer, além dos cheiros que permeavam o local, respirou fundo e abriu os olhos, para ver que o tauren permanecia sentado, mas seu cajado agora estava em sua mão, apoiado levemente para seu coração, no exato ponto que sentia o calor. O tauren deve ter notado que ela abriu os olhos e se mexeu, pois logo abriu seus olhos e afastou o cajado.
- Pronto, filha de Lo’gosh. – falou o tauren, com um sorriso. – Bastava você se encontrar dentro de si mesma.
O tauren apoiou-se no cajado para levantar, e no ponto que o cajado apoiou surgiu uma pequena moita com flores brancas. Ele então esticou a outra mão para auxiliar a humana a se levantar, que ela aceitou com algum receio.
- Agora vejo que há duas feras dentro de você, jovem humana. – falou o druida, ajustando suas vestes. – Encontre-nas sempre que precisar, e lembre-se que elas são você, a todo momento.
Zephira não respondeu, pois não tinha palavras. As hitórias que ouvia sobre a Horda, a destuição em Serra Gris, Garrosh e trolls, não combinavam em absoluto com o que aquele tauren fazia. Mas entendeu perfeitamente o que ele dizia, pois convivia sempre com a Zephira worgen, e agora sentia dentro de si algo mais. Não pôde esconder um sorriso, notado pelo seu salvador.
O tauren, então, tirou sua capa e colocou ao redor da garota, que mal então percebeu que estava tremendo de frio. Havia acostumado com a pelagem da sua forma de puma, e sua armadura estava gelada como o lago que pretendia visitar.
- Obrigada, senhor Namid. – falou então a worgen. – Me chamo Zephira Anansi, e gostaria de saber como retribuir sua gentileza.
- Viva, e lembre-se que há uma diferença enorme entre inimigo e oponente. – respondeu o tauren. – Que o sol Eterno brilhe para você, Zephira Anansi.
Falando isso, o tauren transformou-se novamente no felino e seguiu em direção ao sul, sem olhar para trás. Zephira juntou melhor a pesada capa de couro que recebera do tauren, e decidiu que deveria voltar à cidade, pegar suas coisas e partir dali.


Nooooooooooooooooooooooooooooooooooooossa, véi!
ResponderExcluirQue d+! Hihi
achei mto bom, bem escrito! só tenho uma curiosidade, pq o tauren chamou ela de filha de Lo´gosh?? Lo´gosh q eu saiba é o Varian...enfim, parabéns.
ResponderExcluiradorei, achei mto bem escrita. só fiquei na duvida e pq o tauren chamou ela de filha de Lo´gosh...
ResponderExcluirOpa, obrigado pelos elogios. Esse feedback é sempre útil pra quem escreve.
ExcluirVamos lá. Lo'gosh é o nome que os taurens (e por consequencia a Horda) dão para Goldrinn, o Lobo Ancestral.
Varian foi chamado assim quando ele era um gladiador pela sua ferocidade em batalha. Mesmo agora que ele é "apenas" o Rei de Ventobravo, ele é o escolhido por Goldrinn para ser seu "arauto".
Explicado?
hummmm explicado. Eu lembrei também que ele precisou da ajuda dos Worgens para aprender a controlar a raiva absurda que ele sente. Uma coisa liga a outra, adoro esse mundo do wow. D
ResponderExcluir